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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Perguntas e Respostas: Você sabe o que são Retellings?



Você já percebeu como a literatura tem essa incrível capacidade de se inventar e se reinventar? Histórias originais nos proporcionam momentos de pura alegria e reflexão. Algumas narrativas marcam gerações, sempre ganhando novas roupagens e enfoques. É aí que entram os retellings — você já ouviu falar deles? Neste post, vou apresentar essa fascinante tendência literária que, pessoalmente, me encanta. Venha descobrir como essas reinterpretações podem trazer frescor e novas perspectivas a histórias que já amamos!






Os retellings, ou reinterpretações de histórias, são uma tendência literária que consiste em recontar narrativas conhecidas, muitas vezes de forma inovadora ou sob novas perspectivas. Você deve ter reparado que a editora Universo dos livros tem trazido lançamentos voltados a essa tendência literária voltadas para as princesas da disney que eu particularmente estou babando nesses lançamentos. Destaco aqui algumas das características dessa tendência literária:






O propósito


Retellings são adaptações que reimaginam histórias originais, oferecendo novas interpretações ou contextos que podem incluir:




  • Atualização de Temas: Abordar questões contemporâneas que ressoem com o público atual.

  • Diversidade de Perspectivas: Dar voz a personagens ou culturas sub-representadas nas narrativas originais.

  • Exploração de Personagens: Permitir uma visão mais profunda de personagens secundários ou vilões, desafiando a visão tradicional.




Alguns tipos de Retellings



Contos de Fadas Reimaginados como exemplo o "Lunar Chronicles" de Marissa Meyer, que reinterpreta histórias como "Cinderela" e "Chapeuzinho Vermelho" em um contexto futurista.

Características: Mantêm elementos da narrativa original, mas introduzem novos cenários, temas e personagens.




Recontagens de Mitos e Lendas como exemplo "Circe" de Madeline Miller, que reconta a história da figura mitológica Circe com foco em sua perspectiva e desafios pessoais.

Características: Exploram a complexidade das emoções e a humanidade dos personagens mitológicos.




Novas Perspectivas em Clássicos como exemplo "Wide Sargasso Sea" de Jean Rhys, que oferece a perspectiva da primeira esposa de Mr. Rochester, de "Jane Eyre".

Características: Desafiam a narrativa original, muitas vezes criticando os valores e preconceitos da época.



Os retellings oferecem uma experiência única para os leitores como:

  • Nostalgia: Leitores podem sentir uma conexão emocional com a história original, enquanto apreciam a nova abordagem

  • Reflexão Crítica: A reinterpretação pode levar os leitores a questionar e refletir sobre os temas e valores da narrativa original.

  • Inclusão: Retellings que introduzem diversidade podem ajudar a criar um ambiente mais inclusivo na literatura, permitindo que mais leitores se identifiquem com as histórias.




Exemplos Notáveis de Retellings

"A fúria e a Aurora" de Renée Ahdieh: Uma adaptação de "As Mil e Uma Noites", que dá uma nova vida aos personagens e à trama. Estou lendo esse livro e amandooooo, em breve trago a resenha dele.

"Corte de espinhos e rosas" de Sarah J. Maas: Uma adaptação de "A Bela e a Fera" com elementos de fantasia e romance que ainda não li, mas quero muito conhecer.


Os retellings oferecem aos leitores a oportunidade de revisitar e reinterpretar temas universais, promovendo uma compreensão mais profunda da condição humana e das experiências culturais. Ao reimaginar narrativas conhecidas, os autores não apenas mantêm essas histórias vivas, mas também as tornam relevantes para novas gerações.




Você conhece retellings? Me mande nos comentários suas indicações. Espero que tenham gostado do post e peço que mandem esse post para um amigo ou amiga que ama releitura e novos pontos de vista.




Te vejo no próximo post

Beijos

Erika Fiuza
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quinta-feira, 20 de junho de 2024

Perguntas e respostas: Como surgiu a expressão "Era uma vez" nos contos de fadas?



Você gosta de contos de fadas? Estava eu aqui em meus devaneios e me veio em mente uma pergunta: afinal, como surgiu a expressão "era uma vez"? E como aqui no blog temos esse espaço de perguntas e respostas, pesquisei e resolvi trazer para vocês esse questionamento e nesse post teremos a resposta.





O termo "era uma vez" muito utilizados nas histórias e narrativas orais, destinado para o público infantil, é como uma receita de bolo nas histórias, principalmente aquelas com finais felizes e digo para vocês, quando eu vejo o termo "era uma vez" já penso que será uma história com aqueles enredos que estamos acostumados como: uma protagonista, um sonho, um clímax que vai frustrar a protagonista, um desfecho feliz ou reflexivo e com aquele toque de imaginação. Esse termo quase mágico indica um tempo, um tempo indefinido, mas que a partir dele o tempo estará sendo apresentado, convidando o leitor/ouvinte a soltar a imaginação.

Só para contextualizar, acabei de assistir a um filme que não me recordo o nome agora kkk mas falou algo interessante sobre essa questão de magia e imaginação: "a magia mais poderosa está no e se..... e se fosse diferente.....e se acontecesse isso..... enfim, era uma vez é um e se.....e esse termo iniciando uma narrativa nos dá infinitas possibilidades de imaginar. São histórias que nos fazem sonhar, sonhar com castelos, príncipes, dragões ou uma boa aventura, temperos completos e presentes em narrativas infantis, nos contos de fadas.


Esse termo foi utilizado pela primeira vez em língua francesa pelo escritor e poeta Charles Perrault (1628–1703), no conto Les souhaits ridicules (“Os desejos ridículos”), de 1694. Em língua inglesa, a expressão correspondente Once upon a time e variantes teve origem no século XIV, com o poema "Sir Ferumbras", da canção de gesta – poema épico medieval francês. Então o termo "era uma vez" é sintaticamente um complemento de tempo, uma vez que é relacionado a uma localização em determinado momento temporal de uma situação que ocorreu ou que a partir dele algo acontecerá. Falar de era uma vez é falar de contos e um conto busca causar um sentimento único no leitor (alegria, indignação, melancolia, etc.) ou, simplesmente, contar uma história. Os fatos que acontecem nos contos podem ser vividos por pessoas, animais e, às vezes, até por objetos e ler histórias assim são cativantes e rememoram nossa infância não é verdade?

Bom por hoje é isso, faz tempo que não posto por aqui. Estive muito atarefada nesses meses, mas voltarei em breve com mais postagens para vocês. Aguardem....

Espero que tenham gostado desse post, mande para um amigo(a) que ama contos de fadas e que precisa saber dessa informação. 

Beijos e vejam os outros posts do blog
Até breve
Erika Fiuza






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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Perguntas e Respostas: Você sabe o que é romantasia?



Você já ouviu falar sobre o termo" Romantasia"? Sabe o que significa? Na postagem de hoje do blog irei trazer a definição desse termo e só para adiantar: romantasia e fantasia com romance são duas coisas diferentes. Venha conferir nesse post essas diferenças






Ultimamente têm-se usado muito o termo romantasia para definir alguns dos livros do gênero de romance e antes de pesquisar o termo, eu acreditava que qualquer fantasia com romance seria romantasia certo? Errado! Nem toda fantasia com romance é romantasia e vice-versa. Bom, sem mais delongas trarei para você a diferenças entre os termos.


Romantasia é uma história de fantasia, todavia o foco do enredo não está na complexidade narrativa própria da fantasia e sim o romance. Histórias classificadas como romantasia apresentam o plot principal sendo o romance e ele está dentro do universo da fantasia. Seria como se tivesse todo aquele universo da fantasia, mas ele é "desconsiderando" para ser visto o romance. Portanto, histórias classificadas por romantasia tem o romance como principal nas histórias. A romantasia, tem a estrutura base dos romances românticos, definidas por: o casal se conhece 》 se apaixonam 》 um acontecimento abala o romance 》 eles se resolvem e vivem felizes.


Autoras que se destacam escrevendo sobre romantasia é a Sarah J.Maas e Jennifer Armentrout. Vale destacar que essas histórias podem ou não ser complexas, e o que dita sempre será o romance e como cada autor irá desenvolver esse romance.




Já a fantasia com romance até tem o romance, claro! Mas o foco da história vai ser a complexidade da fantasia. Ou seja, são histórias com foco na fantasia que tem o romance ali, como fundo, mas o destaque desses livros são as fantasias. Então para reforçar no romance com fantasia o romance acontece ao redor da trama principal, enquanto a romantasia o romance é a trama principal.






Bom você já leu alguma romantasia? Deixe aqui nos comentários suas indicações. Mande esse post para um amigo ou amiga que ama fantasia e ama um romance e precisa conhecer essa categoria.


Espero que tenham gostado do post e te convido a conferir os outros posts do blog. Tem muita coisa legal por aqui


Beijos e te vejo na próxima postagem
Erika Fiuza
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Perguntas e Respostas: Diferença entre conto e crônica

 

O post de hoje é sobre uma dúvida que tinha a respeito da diferença entre conto e crônicas, afinal Lima Barreto, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues são grandes cronistas e também grandes contistas e nesse post te mostrarei como diferenciar um conto de uma crônica.




Eu particularmente sempre me deparo com certas dúvidas em relação a gênero, estilos literários e estruturas textuais e para sanar as minhas curiosidades e para apresentar para vocês esses recursos da escrita que desenvolvo esse quadro aqui no blog "Perguntas e Respostas". Te convido a deixar nos comentários uma dúvida a respeito da temática literatura que irei trazer para você um post te explicando. E você pode me mandar no direct do Instagram também (@1livronabagagem) pode me chamar por lá para interagirmos (prometo sou legal kkkk). Bom, sem mais delongas vamos tirar logo essa dúvida a respeito dos contos e crônicas.

Conto

Um conto sempre é ficcional, ou seja, ele não apresenta dados reais. Ele é uma narrativa curta e com um único conflito em seu enredo e os elementos que costumamos ver em um livro mais extenso, como narrador, personagem, tempo e espaço, são usados de forma minimalista. O clímax do conto é o desfecho da história e outra característica a considerar é que os personagens não são tão complexo quanto em um romance e os textos não apresentam uma construção desses personagens em camadas. Sendo assim, ele vive aquele momento (seja um presente, seja um pensamento ou um flashback) sendo apresentados pequenas informações sobre eles, nada muito aprofundado considerando que um conto é curto.


Crônica


A crônica, por outro lado, é um gênero discursivo que retrata o cotidiano, com um cunho jornalístico, pois apresenta relatos do real, sem qualquer fantasia ou criação – apenas estilística. Ela, assim como o conto, foca em apenas um assunto ou momento, não apresentando também os elementos da narrativa, pois ela é um relato. Sendo assim, o narrador é o próprio autor e pode acontecer dele ser o personagem também e ele é escrito como se fosse uma manchete e uma característica marcante das crônicas é que elas são sempre datadas.


Bom tentei resumir a explicação para deixar o mais claro possível. Se vocês quiserem posso trazer um post falando apenas exemplos de contos para ler no kindle e exemplos de crônicas.

Amanhã tem mais postagem por aqui e não se esqueça de conferir a postagem de ontem.

Beijos
Erika Fiuza
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segunda-feira, 2 de maio de 2022

Perguntas e Respostas: O que é Romance de Formação (Semana Post Todo o dia 1#)


Para descobrir como o personagem é do jeito que é precisamos do Romance de Formação. Sabe o que é? Atualmente os gêneros literários apresentam muitas classificações que tem abrido cada vez mais opções para todos os públicos. Hoje vou explicar para vocês o que são os chamados Romances de Formação.





Você já percebeu que tem certas manias e situações que acontecem contigo que fazem parte de sua formação lá trás no maternal? Tem coisas que levamos com a gente a vida toda e tem traumas na infância que deixam marcas e crenças limitantes sejam físicas ou psicologicas. Muitos romances gostam de "destrinchar" esses assuntos de modo a propor a respeito de quem aquele personagem virou após passar por situações traumáticas ou por vivências mais pesadas.

Essa é a definição de Romance de Formação, uma obra que tem por intuito investigar o motivo daquele personagem ser quem ele é. Esse é um subgênero do Romance que foca muito em flashbacks de tempos da vida em formação do protagonista como questões de identidade psicologica/moral e cultural por exemplo. Esse subgênero mostra fases e mudanças tanto da sociedade quanto do indivíduo e é recorrente apresentar um longo intervalo de tempo dessas fases, ou seja, para entender o motivo de determinado personagem ser assim, o livro volta lá na infância/adolescencia dele para mostrar para nós leitores os motivos de determinada falha ou crença do personagem.

Os romances de Formação ao meu ver formam o carater do personagem. São livros que começam apresentando um personagem fragil ou incapaz, ou ainda personagens cheios de autoconfiança e que busca entender os traumas deles. Ao final da leitura em grande parte, espera-se um amadurescimento desse protagonista, mesmo na marra sabe kkkkk.


Destaco também a diferença entre romance de Formação e de protagonismo do personagem principal. O protagonismo é quando o personagem passa por dores e/ou alegrias, magoas e/ou tristezas, tudo junto e misturado. Ou seja, o protagonismo foca no dia a dia do personagem principal e em suas escolhas e consequências enquanto que o romance de Formação pensa no protagonista desde suas raízes, mostrando seu passado e o motivo de suas escolhas futuras baseados nesse passado ou também pode mostrar um presente e depois um futuro, enfim, a ideia é pensar numa formação desse protagonista.

Em relação a questão temporal, o protagonismo passa em um curto intervalo de tempo, ou seja de poucos anos de distância ou meses para se contar uma história enquanto que o de Formação o intervalo é maior, podendo na história mostrar a infância e depois a fase adulta de um protagonista por exemplo.

Exemplos de romance de Formação é os Bridgertons, em especial o livro 2 "O Visconde que me Amava" que é excelente. Basicamente essa série fala de um casal cão e gato, por um lado temos o Visconde, um homem de responsabilidade que decide casar com a irmã de Kate, a protagonista que detesta o Visconde e que ficou responsável por escolher um pretendente para a irmã e que irá analisar todos minuciosamente. O romance de Formação nessa história se encontra logo no começo, mostrando parte da juventude de Anthony (o visconde) e depois salta para o seu futuro destacando o quanto as dores da juventude moldaram sua fase adulta. Se já leu esse livro deixe nos comentários suas impressões.

Se gostou desse tipo de conteúdo deixe nos comentários suas impressões que vou amar.

Beijos Erika Fiuza
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